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Um soco na história do PSOL

Atualizado: 1 de abr.

Nota de Solidariedade ao companheiro Roberto Robaina


Nós, da Rebelião Ecossocialista, organização que constrói o Partido Socialismo e Liberdade, prestamos nesta nota toda nossa solidariedade ao companheiro Roberto Robaina, vereador de Porto Alegre, fundador do PSOL e dirigente da corrente Movimento Esquerda Socialista (MES). Esse companheiro foi alvo de uma das mais covardes agressões já feitas a um militante do partido, um soco por trás, um soco na nuca, um soco covarde e vil. Um soco na história do PSOL. Esta violência poderia ter sido maior não fosse a ação disciplinada e corajosa das companheiras do MES, que organizaram um bloco de segurança que protegeu o companheiro Robaina de mais agressores. Por isso, também declaramos nossa solidariedade à militância do MES, sobretudo seu coletivo de mulheres.


Esse texto não é um balanço de nossa organização sobre o VIII Congresso do PSOL, porém para compreender a gravidade da agressão a Robaina, é preciso resgatar que a Revolução Solidária e o PSOL Popular, respectivamente corrente política e campo do covarde agressor do camarada do MES, não protagonizaram cenas de violência política apenas no dia 1º de outubro de 2023, ao final do Congresso Nacional do partido. Em diversas plenárias a postura hostil e beligerante tem sido uma tônica da chamada nova maioria. O desrespeito aos debates e às posições divergentes de outras teses e organizações é sistemático. Os ataques à história e lideranças históricas do partido são parte de um projeto político.


Foi assim com a companheira Sâmia Bomfim e as mulheres da oposição durante o Congresso. Sâmia foi a fala mais interrompida do evento. Além das companheiras, lideranças da oposição, como o companheiro Glauber Braga, que já havia sido hostilizado na Conferência Municipal do partido no Rio de Janeiro quando decidiu apoiar a candidatura de Tarcísio Motta, exemplificam essa postura. A proposta política é nítida: no curto prazo, coagir minorias com truculência; no longo prazo, expulsar toda a diferença.


Esse é mais um sintoma da burocratização desses grupos, de seu oportunismo e de sua sanha por poder. Vale tudo para obter mais cargos e melhores postos no aparelho partidário.


Nenhuma violência deve ser tolerada, e por isso, o PSOL não pode manter entre seus filiados um militante que promoveu uma ação como esta! Ele precisa ser expulso! Exigimos que, diante da explícita e comprovada agressão, gravada pelas câmeras do Centro de Convenções Brasil 21, que este militante seja afastado imediatamente dos quadros partidários e se abra um processo na comissão de ética para apurar todas as circunstâncias que envolveram este ato.


Exigimos também que o deputado federal Henrique Vieira exonere imediatamente o agressor de seu corpo de assessoria parlamentar. Mantê-lo nessa condição será um gesto de conivência com seu ato de violência.


Essas não podem ser exigências feitas apenas pela militância do MES, o partido como um todo também deve exigir que estas medidas sejam encaminhadas, sobretudo organizações que explicitamente prezam pela democracia interna do partido e apoiaram o PSOL Popular, como as correntes do PSOL Semente. Esse não foi um ataque ao MES, nem mesmo apenas a Roberto Robaina, mas sim ao partido e sua história de democracia e liberdade política.


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