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Dia 3 de outubro é dia de ocupar as ruas em defesa das estatais e do serviço público!

Atualizado: 3 de out. de 2023

É dia de reivindicar por uma Petrobrás 100% estatal para garantir, primordialmente, os interesses do povo brasileiro!


No aniversário de 70 anos da maior empresa de petróleo e gás natural da América Latina, não há muitos motivos para se festejar. O sentimento de grande parte da categoria petroleira é que - de fato - não há razões para comemorar o aniversário da Petrobrás. Não podemos esquecer do maior processo de privatização e desmonte do patrimônio público da história do país orquestrado pelos governos Temer e Bolsonaro, além de ataques profundos aos trabalhadores, desinvestimentos, ingerência nos planos de saúde, assédio moral e sexual, desvalorização salarial e insegurança generalizada, com diversas unidades em completo estado de sucateamento. Isso tudo sem falar sobre os trabalhadores que adoeceram mentalmente e aqueles que vieram a ceifar a própria vida, em atitude de total desespero diante das transferências compulsórias que eram impostas, muitas vezes sendo obrigado a se afastar do convívio de suas famílias.

A Petrobrás faz parte da vida dos brasileiros, gerando empregos diretos e indiretos, abastecendo postos, envasando gás de cozinha, levando combustíveis aos rincões do país, desenvolvendo tecnologias e energia à população. Já recentemente, nos últimos governos, o que estava em jogo não era mais o desenvolvimento do país, mas o repasse do lucro gerado pelos trabalhadores para encher o bolso de acionistas estrangeiros.

A Petrobras nasceu na década de 1950, depois de um longo período de lutas pela sua criação. Com a campanha “O Petróleo é Nosso” que, aliás, teve a participação de diversos movimentos sociais e populares nas mobilizações de rua. O objetivo sempre foi defender que o petróleo contido no subsolo brasileiro não fosse tomado pelo capital estrangeiro como fizeram com o pau-brasil, o ouro, diamantes e tantos outros tesouros da nossa pátria.

Lá atrás, o que estava em disputa era uma questão de sobrevivência nacional, considerando o Brasil um país de dimensões continentais que, na época, iniciava o seu processo de industrialização.

Um dos pontos fundamentais no desenvolvimento de uma nação é o controle de sua energia para uso interno, mantendo seus preços baseados nos custos de produção para garantir a pauta de crescimento que a sociedade demanda.

Nesse sentido, mitigar a mudança do clima é um dos maiores desafios da humanidade. Por meio do uso mais eficiente de recursos naturais e da transição energética, é possível garantir a sustentabilidade do nosso planeta. Nós defendemos uma política ambiental pautada nas necessidades mais imediatas da população. Isso só será possível através de uma mudança radical nas políticas globais de respeito ao meio ambiente. Nesse sentido, não abrimos mão de defender uma pauta ecossocialista como solução necessária para garantir a sobrevivência das pessoas em todo o planeta.


Continuar lutando é imprescindível!


Diversas entidades de classe, associações, partidos, centrais sindicais, movimentos sociais e populares estão organizando o ato nacional unificado pela reconstrução e defesa da Petrobrás e do Estado Brasileiro. O evento acontece no dia 3 de outubro, data de criação da Petrobrás.

A concentração será às 15h em frente à sede da Eletrobrás. O início da passeata será às 16h, em sentido à Praça da Candelária, que irá culminar em um ato político, às 17h, em frente à sede da Petrobrás.

Soma-se ao ato, além da categoria petroleira, os eletricistas, professores, funcionários públicos, metalúrgicos, profissionais bancários, agricultores, estudantes e líderes políticos e sociais de várias origens e representações. Este evento unirá trabalhadores das áreas urbanas e rurais, formando uma manifestação de grande importância histórica.

A mobilização terá também como mote a defesa das estatais, retomada de direitos trabalhistas e sociais. Os governos Temer e Bolsonaro, ao longo dos últimos anos, promoveram o desmonte do Estado com os sucessivos ataques e cortes orçamentários em todas as áreas, como, por exemplo, saúde, educação e Previdência Social. A classe trabalhadora foi a mais atingida, enquanto a elite encheu os bolsos de dinheiro.

Chegou a hora de defender os nossos direitos! Vamos todos às ruas lutar em defesa das estatais e pela valorização do serviço público! Transição e soberania energética já! Energia limpa e barata! Pleno emprego! Pela garantia de alimentos, educação, moradia e saúde à toda a população!


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